A natureza da vida

25 de agosto de 2017

Somos luz e sombra,
Somos risos e lágrimas.
Tudo o que vive tem o seu esplendor e o seu declínio, mas tudo na natureza se transforma e há sempre uma nova oportunidade para brilhar.
Transforma-te sempre que pensares que a luz não vai voltar, a mudança faz parte da nossa natureza.
Não fiques preso a quem eras e não te deixa avançar, o teu eu renova-se todos os dias.

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Imagem e texto | Rita Norte

Linhas livres

17 de agosto de 2017

Sempre gostei de traçar linhas, mas sem qualquer minúcia ou perfeição.
Nunca gostei de régua ou esquadro, para mim a arte sempre foi enquadrada apenas pela imaginação.
Livres, acho que posso dizer que as minhas linhas são livres de seguir o seu rumo.
Não gosto de linhas paralelas, não gosto de passar perto de algo e não o sentir.
Quero tomar todas as direções que me seduzam, quero que as minhas linhas tenham movimento.
Gosto de linhas curvas, gosto de linhas que se cruzam e entrecruzam.
Gosto da imperfeição.


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Inquebrável

13 de agosto de 2017


O mundo de cada um é um pequeno frasco de vidro que flutua num mar imenso.
Esse pequeno frasco é invisível aos olhos, mas está sempre ao nosso redor.
Ora está aberto e deixa-nos sentir a natureza, ora está fechado e deixa-nos sem sentidos.
Quando uma onda negativa embate em nós sabemos que nos abala, mas nunca sabemos quão difícil é recuperar.
Envolvidos no mar salgado e revolto hesitamos entre resistir ou aceitar a calmaria do fundo do mar.
São tempos revoltos os que às vezes vivemos, mas acredito que na vida há sempre uma nova onda por chegar.
 
Cada frasco tem o seu tamanho e feitio, mas todos são inquebráveis enquanto houver esperança.
É a esperança que nos mantem inteiros mesmo quando estamos despedaçados.
 
 
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A marioneta

1 de agosto de 2017


Que poder temos sobre nós próprios?

Já acreditei que quem comanda a vida somos nós, já desconfiei que o nosso destino está traçado.
Ultimamente ando fora do meu controlo, faço o que a vida exige de mim sem sequer parar para pensar e sem saber
 ao certo onde me vai levar.
Sinto-me uma marioneta, vou por aqui e por ali conforme decidem. 
Aos poucos vou esquecendo o meu ritmo e corro sem tempo por aí.
Sinto-me uma marioneta sem decisão, uma marioneta nas mãos de quem se esquece do meu eu.
Aos poucos vou esquecendo os meus desejos e só cumpro as obrigações.
Apesar disso, ainda me lembro de que a vida não são só obrigações e, mesmo que fosse,
 a nossa maior obrigação é lutar pela nossa felicidade.

É necessário cortar as linhas que nos suportam, mas que nos impedem de ser livres.
 É necessário cair para termos a possibilidade de recomeçar.
É necessário ser feliz.


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Vou finalmente retomar este rumo e voltar a acompanhar os vossos blogues.
Foi uma ausência que não desejei, mas que não consegui evitar. 
Agradeço a todos os que foram por aqui passando e a todos os que me foram deixando palavras de carinho,
é também graças a vocês que este rumo faz sentido.
Um beijinho, até já!


 
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