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Longe de mim andei dias e noites sem fim, era tudo cinzento enquanto morria em mim.
Foram passos e passos, vagueei por aí.
Chovia dia sim, dia sim.
Cheguei até a acreditar que o sol não era para mim.
Mais tarde, exausta do inverno que habitava em mim, comecei a olhar para a luz entre as nuvens.
Não era uma luz intensa, mas foi suficiente para não me perder na escuridão.
Aos poucos e poucos me fui descobrindo até ao dia em que renasci.
Desde aí, acredite quem quiser, a Primavera vive dentro de mim.
E agora em mim floresce paz dia sim, dia sim.
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